terça-feira, 13 de setembro de 2016

E o desfralde continua

Muitas mamães me perguntam como anda o desfralde do lindão..... vou resumir aqui nesse post.

Sobre o desfralde diurno, ele está totalmente livre da fralda. Aprendeu a pedir para ir ao banheiro tanto para nós, quanto para as professoras da escola e as tias que cuidam das crianças na igreja. Não rolam mais vazamentos e eu continuo levando uma peça a mais de roupa na bolsa por puro costume, porque nunca mais precisei.

O cocô tem dias fáceis e dias difíceis. Difíceis, porque fica segurando e sente medo às vezes. Já chegou a ficar 5 dias sem fazer o número 2. Ele nunca admite que precisa ir ao banheiro para fazer cocô....nós é que levamos ele meio que na marra, por percebermos os sinais que ele dá.

Vez ou outra, ele vence essa barreira e pede para fazer cocô normalmente. Pra ir tirando essa resistência dele, nós tratamos o momento do número 2 com muito humor e naturalidade.

Ele ainda usa fralda para dormir. Recentemente, amanheceu com fralda totalmente seca durante 7 dias seguidos, mas foi só o frio recomeçar, pra ele voltar a encher a fralda como antes. Mesmo assim, já criou o hábito de, ao acordar, ir ao banheiro fazer xixi. Isso é excelente!

Já aconteceu 3 vezes dele acordar no meio da noite pedindo pra fazer xixi... achei isso ótimo! Claro que é cansativo ter que levantar de madrugada, mas é um bom sinal de desenvolvimento.

Continuo acreditando e principalmente, defendendo o fato de que tudo no desfralde se resolve quando respeitamos o tempo da criança. Quando deixamos pra trás as datas pré fabricadas pelos especialistas, as coisas fluem com mais calma e tranquilidade. Sem pressão e com bem menos stress. Forçar uma situação só porque a criança "já tem X anos", não vale a pena pra ninguém.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Fazendo a diferença na vida dos pequenos

Esse vídeo é muito bacana...não só pela atitude do policial, mas pela mensagem que ficou gravada na mente dessas crianças....que nós possamos fazer essa diferença também, na vida dos nossos filhos e de todos os pequenos que fazem parte do nosso dia a dia.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Não dê a punição de acordo com o seu humor

Veja se essa cena também é familiar pra você como foi pra mim:

Você está em um dia muito bom, cheio de vitórias. Seu humor está lá nas alturas. Na hora do jantar, seu filho derruba o copo e o suco se espalha por toda a mesa. Você vira pra ele com todo o amor e diz: sem problemas...foi sem querer. É só suco...vamos limpar isso juntos!

No dia seguinte, tudo dá errado pra você. Nenhum plano é cumprido. Tudo o que você tinha planejado vai por água abaixo. Na hora do jantar, seu filho - novamente - derruba o copo e o suco se espalha por toda a mesa. Você vira pra ele com fúria: mas que coisa!! Já não te falei pra tomar cuidado?! Vai ficar sem TV hoje!! Já pro quarto!

Um dia de diferença.....dois comportamentos totalmente opostos......uma criança sem entender o que é certo e o que é errado. O que ela pode ou não pode fazer. Quando é "normal" derramar suco na mesa e quando é "criminoso".

Essa foi uma das lições que mais me tocou no curso que fiz no semestre passado: "Educando Filhos à Maneira de Deus", pois eu fazia isso com lindão...inúmera vezes. Mas o fato é que não podemos - não devemos - dar a punição de acordo com o nosso humor. A punição deve ser sempre a mesma quando o erro se repete.

Pra vocês, pais, derramar suco na mesa sem querer é algo tranquilo? Então TEM QUE SER SEMPRE TRANQUILO.

Pra vocês, chegar em casa e não guardar o sapato no lugar é muito errado? Então, TEM QUE SER SEMPRE MUITO ERRADO, mesmo naquele dia em que o cansaço é tão grande que dá preguiça de lembrar mais uma vez, que a criança não pode deixar o sapato espalhado pela casa.

Pra vocês, repreender a criança quando ela responde malcriadamente é lei? Então, TEM QUE SER LEI SEMPRE, mesmo quando vocês estiverem descontraídos em uma festa de família.

Para que a criança aprenda a "ser gente", ela precisa aprender o real motivo das coisas, por isso, o que é inadmissível hoje, deve ser inadmissível amanhã. O que é tranquilo hoje, deve ser tranquilo amanhã. O que é errado hoje, deve ser errado amanhã, e o que é certo hoje, deve ser certo amanhã. Não importa como foi o dia de vocês. Não importa o quão cansados vocês estão, não importa se vocês estão mais felizes do que nunca.

A única exceção, na minha opinião (e sem abuso, claro) é quando os pequenos estão doentinhos....nesse caso, não tem como deixar de ceder aqui ou ali...no mais, precisamos mostrar pra eles o que é certo e o que é errado na nossa família...precisamos transmitir nossos conceitos de forma clara e objetiva. Eles precisam entender o recado, sem dúvida nenhuma, com toda a transparência e clareza possíveis.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Repost: O bebê é a estrela do parto – e não a mãe

Como amanhã (dia oficial do Repost) é feriado, adiantei pra hoje.

Esse texto maravilhoso apareceu nas minhas lembranças do Face e continuo tão apaixonada por ele quanto fiquei da primeira vez que li.

Post de 02/09/2015

Recebi esse texto recentemente no Facebook e só posso dizer uma coisa: parece que foi escrito por mim! A autora conseguiu resumir bem o que sempre defendi: não importa o tipo de parto....a prioridade deve ser sempre o bebê, sua segurança, saúde e bem estar.

Vou postar aqui alguns trechos, ok?

O momento do parto nada tem a ver com heroísmo materno ou com se tornar uma mulher mais poderosa. Engravidar e, depois, dar à luz, por qualquer via, é e deve ser um evento simples e seguro. 

O desafio da maternidade não está aí. Mas na doação e na dedicação que um filho exige pela vida toda. O parto não é um espetáculo, não é um circo, não é um evento social. O nascimento de um bebê é, sim, um momento lindo. Por isso o tipo de parto importa pouco perto da grandeza de se tornar mãe, perto da grandeza de gerar uma nova vida para o mundo.

Quem precisa parir por uma via específica, quem faz questão de sentir dor para se sentir mais mulher, realmente não precisa de obstetra – precisa de terapia. A mulher que não consegue manter uma relação saudável com seu marido, ou consigo mesma, depois do parto, porque não teve o parto sonhado ou porque ficou com uma cicatriz, precisa rever seus valores. O parto não pode ser uma arena para resolver (ou para criar novas) frustrações. Não é disso que se trata. Temos que tirar o foco do parto e colocar o foco no nascimento. O bebê é a estrela do parto – e não a mãe. A mãe está ali, tanto quanto o pai, tanto quanto a equipe médica, para fazer todo o possível para que aquela nova vida chegue da melhor maneira possível ao mundo. O bebê não é um mero coadjuvante do momento maior da vida da sua mãe – é exatamente o contrário. O exercício da maternidade começa por essa compreensão. (...) O nascimento de um filho não é evento para autopromoção, para panfletarismo, para empoderamento da mulher ou para ativismo feminista. O parto é um evento médico. Não pode ser usado como arma ou como laboratório para lutar por ideais que não representam o melhor que a ciência conseguiu produzir até hoje em termos de segurança e de conforto.

O parto nada mais é que a chegada de uma nova vida ao mundo. Eis o que é importante: dar à luz uma criança que nasça saudável e sem sequelas evitáveis. Com amparo competente e com o menor nível de sofrimento possível para todos os envolvidos. Portanto, escolha o tipo de parto que você deseja. (...) Não se deixe influenciar por opiniões leigas ou por crenças em que há mais romantismo do que conhecimento. O parto é só um dos inúmeros desafios que temos na vida. O que nos faz fortes são as nossas muitas experiências somadas. Suas qualidades como mulher e como mãe estão muito além do esforço dispendido nesse momento. Um parto, de verdade, é um evento mais técnico do que conceitual. Ele não prova nada. Você se provará, ou não, depois, na vida que segue. (...) O que é ideal para uma, pode ser insuportável para outra. E essas diferenças devem ser respeitadas. A discussão sobre o parto é muito ruidosa. E há muitas vozes que se elevam sem conhecimento médico, sem amparo técnico, e que se ocupam de disseminar o sectarismo, a partir de uma posição leiga. E há dinheiro circulando a partir de inverdades e de difamações. Será que qualquer um pode, sem esforço, fazer o papel de médicos que dedicam a sua vida ao estudo e à prática da saúde? Será que a obstetrícia é uma área de conhecimento tão óbvia que qualquer um, sem o menor preparo, pode praticar?

(...) O parto é um evento natural, mas não isento de riscos. Existem complicações imprevisíveis que precisam ser imediatamente revertidas por médicos capacitados, em ambientes com recursos como centro cirúrgico, banco de sangue, profissionais de saúde, medicamentos adequados. (...) Os desfechos desfavoráveis na gestação e no parto são muitas vezes evitáveis e relacionados à qualidade da assistência e do ambiente oferecido ao bebê e à mãe. (...) Muitas  teses que preconizam o retrocesso estão em voga. Mas não se engane: elas não têm qualquer respaldo técnico. Vivem de ideologia, e não de conhecimento específico. Há atrocidades sendo ditas por aí. E, apesar disso, há quem aplauda. Enquanto isso, médicos e enfermeiros se dedicam a estudar e a salvar vidas, em silêncio, todos os dias.

Para ler o texto na íntegra, acessem esse link.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Coisas praticamente impossíveis de fazer depois dos filhos

Não dá pra se iludir, né? Depois dos filhos, algumas coisas se tornam praticamente inatingíveis, pelo menos em determinadas fases e épocas.....a boa notícia é que as fases vão passando e, aos poucos, as coisas vão voltando ao que eram antes (e nós acabamos sentindo falta da época em que não conseguíamos fazer essas coisas).

Deixar sua bebida em cima da mesa por poucos segundos: a chance de ver tudo derramado é de 100%.

Conversar sem ser interrompida (aqui, até os áudios do WhatsApp entram nessa categoria): sim, você vai ensinar seus filhos a não te interromperem, mas até lá, HAJA paciência!

Ficar por dentro das notícias: saber os detalhes da bomba do momento? Só quando as crianças estão na escola ou depois de irem pra cama.

Desacelerar quando o corpo pede: está com dor de cabeça? Dor nas costas? Gripe? Virose? Não importa.....você tem filhos e eles precisam de você. Eles vão continuar caindo, chorando, se machucando, precisando de comida, precisando ter a fralda trocada,......

Ter total privacidade no banheiro: vez ou outra é até possível, mas pelo menos durante os primeiros 18 meses do bebê, é uma missão beeem difícil. "Mas dá pra ir quando o bebê dorme"! Dá sim, mas você vai 'ouvir' o choro do bebê umas 456 vezes...rsrsrs....

Ver o seu programa preferido na TV: a não ser que ele passe depois da hora dos pequenos dormirem, é bom saber os horários alternativos, ou então, gravar pra assistir depois, ou então, assinar Netflix e assistir quando der tempo, porque ao vivo, não rola mais!

Comer sem levantar da mesa pelo menos uma vez: seja pra pegar algo que caiu ou porque você esqueceu o suco (ou o talher, ou a comida!), você raramente sentará em uma mesa e comerá tranquilamente como antes.

Ter vontade de dar uma volta e simplesmente pegar a sua bolsa e ir: com filhos, a distância entre o querer e o poder é de pelo menos, 30 minutos.

Ser adulto nas 24h do dia: entre desenhos, brincadeiras, palhaçadas pra distrair os pequenos, manchas na roupa, etc, sua vida adulta de resume àquele pequeno espaço entre o horário em que seus filhos dormem e a hora em que você dorme.

Dormir até mais tarde nos feriados e finais de semana: crianças têm o relógio biológico mais sincronizado que existe.

Ficar acordado durante todo o filme: conseguir se manter acordado no primeiro ano de um bebê é só para os fortes - muuuuito fortes!

Esqueci alguma coisa, gente? Rsrsrsrsrs.....

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A dislexia como você nunca viu! Lindo demais!

Desses vídeos que encantam a gente!! Que poder maravilhoso um professor dedicado tem nas mãos, hein? Que poder maravilhoso nós temos nas mãos quando decidimos olhar as diferenças com outros olhos...



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Os 10 erros que os pais cometem....

Ando bem incomodada com a quantidade de listas que vemos apontando os "maiores" erros que nós cometemos com nossos filhos na hora de comer, de dormir e até de se divertir...e foi lendo mais uma dessas listas (inúteis), que me veio a ideia desse post: porque, na real, os grandes erros são:

1) Dar atenção a essas listas, que só sabem trazer culpa e constrangimento.

2) Deixar de seguir seus instintos por achar que está errando.

3) Esquecer que ninguém conhece melhor os seus filhos do que você.

4) Acreditar que existe "certo e errado" na vida materna e paterna (tirando os extremos que vemos acontecer às vezes, tudo o que tentamos é para o bem dos pequenos).

5) Acreditar que você não sabe o que está fazendo por ser "de primeira viagem".

6) Ceder aos modismos só pra acompanhar o fluxo no lugar de seguir aquilo que você acredita e que se encaixa na forma de viver da família. O problema não é ser modismo. O problema é insistir em algo que só causa dor de cabeça pra vocês só porque "todo mundo está fazendo". Exemplo: vocês não conseguem dormir se o bebê estiver na cama com vocês? Então pra que insistir na "cama compartilhada"?

7) Insistir em algo que está dando errado só porque "é o que os especialistas dizem que é o certo". Exemplo simples: o post que fiz sobre os especialistas em alimentação.

8) Acreditar mais no que dizem os grupos maternos da internet do que em pessoas próximas e, principalmente do que em você.

9) Entender que existem padrões e regras pra tudo relacionado a crianças sim, mas quando falamos em crianças, as exceções valem muito mais do que as regras. Exemplo: a criança que chupa chupeta pode não ter problema nenhum com a amamentação, da mesma forma que a criança que nunca viu uma chupeta, pode ter dificuldades imensas na amamentação.

10) Acreditar que a maternidade e a paternidade são um mar de rosas e que, se com você não é assim, o problema é você. Quem acha que educar um ser humano é fácil, ou não tem filhos, ou está terceirizando a função ou - o mais provável - está mentindo.