sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O melhor presente do mundo

Vídeo que bombou essa semana nas redes sociais. Chorei mil vezes assistindo! Chorei por várias razões: porque ele é lindo, porque amo voltar a ser criança quando brinco com o lindão, porque vejo que perdemos tempos preciosos com nossos pequenos ao ficarmos conectados enquanto eles brincam.

Redes sociais? Por que não deixamos pra conferir depois que eles forem dormir?
WhatsApp? Será que precisa responder tão imediatamente sempre?
YouTube? Ele é mesmo mais interessante do que ver seu filho descobrindo o mundo?

Vamos deixar o celular longe quando estivermos com os pequenos? Vamos brincar de verdade, ouvir de verdade, conversar de verdade? Nós temos a vida inteira pra trabalhar, checar as redes e conversar no whats, mas eles serão crianças só uma vez. Bora aproveitar?


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A boa mãe

Esse texto é antigo, mas cada vez que eu leio, se torna mais atual e mais importante. Toca lá no fundo da nossa alma, né? Vale reler. Não sei quem é a autora. Quem souber, me avise pra que eu coloque os créditos, please?
"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo".Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso: ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar."

"Dê a quem você Ama:
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar..."
Dalai Lama

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ritalina e os riscos que ela traz

Fiquei bastante impressionada com esse texto, afinal, se tem uma coisa que está realmente ficando rotineira, é ver crianças tomando Ritalina. Assustador!

É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez. Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.


O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios, a ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.


A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro. Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes. E isso é terrível”, diz ela.


O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice”.

E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.


Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.


Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar louco”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.

Para ler o texto na íntegra, clique no link: Psicologias do Brasil

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sobre os julgamentos e dedos apontados

Vídeo que resume bem o que sempre posto nas minhas redes sociais. O mundo materno está sempre cheio de julgamentos, de palpites, de olhares tortos....mas a verdade é que ninguém sabe o que acontece nos bastidores, ninguém sabe como está aquele coração.

As pessoas precisam ter empatia, precisam pensar antes de falar, precisam entender que aquele palpite "inocente e de boa intenção", pode chegar aos ouvidos da outra pessoa como uma bomba extremamente dolorida.




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Nossos filhos precisam de tédio e ócio

Ficar na fila olhando "pro nada".
Esperar a comida do restaurante chegar enquanto repara no lugar, nas pessoas e conversa.
Assistir aos comerciais da TV.
Deitar na cama ou no sofá, olhar para o teto e curtir um momento "fazendo nada".
Acabar de comer antes de todo mundo e ter de ficar na mesa assistindo a comilança alheia tranquilamente.

Quantas vezes nós já passamos por essas situações? Inúmeras, né? Desde a infância.

Agora eu gostaria de mudar a pergunta: releia os tópicos acima e diga quantas vezes os seus filhos já estiveram nas mesmas situações.

Creio que, salvo raras exceções, a grande maioria de vocês vai pensar: "ah, mas as crianças de hoje são diferentes! Elas têm muita energia! Elas são mais espertas do que nós fomos! Elas não aceitam mais esperar!" E por aí vai.....

Será mesmo? Será que, por alguma mágica do destino, as crianças foram perdendo a noção de paciência? Será mesmo que essa transformação toda existe só porque elas são "mais agitadas" do que nós fomos?

Eu realmente não acredito nisso. Que elas são mais avançadas, mais espertas e mais "ligeiras" do que nós, eu acredito, até porque, vivo isso em casa com o lindão. No entanto, acredito também, que saber esperar, saber "curtir o tédio", aprender a ter paciência, é questão de ensinamento. Vem de berço.

Hoje, ainda na gravidez, já somos condicionados a pensar que criança precisa de distração 24h por dia. Que criança entediada faz birra. Que as crianças de "hoje" não sabem ficar quietas, etc...etc...

As crianças de hoje só são assim porque estão sendo criadas assim. Não podem mais ficar numa fila sem que se distraiam com o celular. Não podem mais esperar no restaurante sem que usem o tablet pra "matar tempo". Não interagem mais porque estão sempre "ocupadas", olhando para alguma tela. Seu filho está sentado no sofá com a cara emburrada porque não tem nada pra fazer? Deixe ele ali! Tédio não mata ninguém não!

Creio que nossos filhos PRECISAM do tédio. Eles precisam aprender que esperar faz parte da vida. Que raríssimas coisas acontecem na hora que a gente quer que aconteçam. Que o "fazer nada" também é bacana, relaxa e pode gerar ideias fantásticas.

Com isso em mente, eu e o maridão estamos usando algumas táticas práticas com o lindão pra ir incorporando esse tipo de comportamento na vida dele:

- No restaurante, ele espera pela comida junto com a gente (sem celular) e é responsável por ficar de olho no painel esperando a nossa senha (quando estamos num shopping, por exemplo).
- Em casa, enquanto eu faço o almoço, ele fica comigo na cozinha, brincando. Se pede a minha atenção ou quer que eu vá lá no quintal brincar com ele, explico que agora estou fazendo o almoço e que ele precisa esperar (às vezes, isso gera crises imensas, com direito a muitos gritos e protestos, mas eu não dou o braço a torcer e só vou brincar com ele quando terminar o preparo da comida).
- Na TV, não deixamos ele mudar de canal durante os comerciais....tem que aprender a esperar.....e fazemos o mesmo no YouTube. Só pulamos anúncios que sejam impróprios para a idade dele. No mais, tem que assistir até que o próximo vídeo comece.
- Quando enfrentamos uma fila, não nos apoiamos em nenhum artifício pra passar o tempo. Enfrentamos a fila e pronto. Conversamos, brincamos com os itens do carrinho, etc.
- Se ele acaba de comer antes de nós, não pode descer da mesa até que todos tenham comido.

A partir do momento em que tomamos essa decisão, nós mesmos aprendemos muito, pois percebemos que estávamos iguais a ele...sempre com o celular em punho, sem paciência nenhuma pra esperar, sempre com pressa.

Creio que não só as crianças, mas todos nós, precisamos dessa calmaria. Precisamos contemplar o "nada". Precisamos valorizar as esperas. Precisamos tirar o pé do acelerador. Pelo bem do nossos futuro...pelo bem da nossa saúde física e mental.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Repost: O peso da criança

Tema que ainda preocupa muitos pais desnecessariamente.

{Post de 15/05/2014}

Impressionante como, mesmo depois de tantos avanços, a cultura da "criança gordinha" ainda permanece!!

O Pediatra pesa a criança, coloca na curva e avisa a mamãe que está tudo ótimo, mas as pessoas falam taaaaaaanto, que a mesma mãe, que saiu do médico calma e feliz, fica cheia de neuras e apavorada com o peso do seu filho. E daí começam as receitas "milagrosas":

- Dá mingual bem grosso
- Coloca açúcar ou chocolate no leite
- Dá mais massa
- Faz ele comer de hora em hora (ou até menos)
- Essa criança precisa conhecer as coisas boas da vida pra ganhar peso...dá doce pra ele, tadinho!
- Só seu leite não está sustentando essa criança. Tem que dar complemento pra ele ganhar peso.
- Etc...etc....etc!!

Queridas mamães!! POR FAVOR!! Criança gordinha não é sinônimo de criança saudável. Pra vocês terem uma ideia:
O peso médio de um bebê (menino) com 1 ano de idade é 10kg.
Pois acabei de ver uma mãe em pânico, pedindo receitas engordativas para o filho dela, pois ele está muito magrinho, "só" com 10,5kg.
Vamos ter calma e, principalmente, noção e cuidado, né?
Forçar um bebê a ficar gordinho hoje, pode ser a porta de entrada para o obesidade de amanhã. O Pediatra disse que está tudo bem? Confie nele!! ESTÁ TUDO BEM!!
Pra ajudar vocês, aqui está a tabela com as referências:

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Por que piorar a culpa que as mães já sentem?

Se tem uma coisa que toma conta do mundo materno, são esses textos lindos, emotivos, tocantes.....e, em alguns casos, cheios de culpa!

No começo, não percebemos a dose de culpa que alguns desses textos carregam, mas depois de um tempo, eles começam a pesar lá no nosso subconsciente. No fundo, não entendemos porque nos sentimos mal "do nada", sem motivo aparente. Mas lembramos daqueles textos lindos, tão cheios de amor e sensibilidade, tão puros...nada parece existir de errado...eles são tão lindos, tão verdadeiros, tão "perfeitos"!

O problema é que, muitos desses textos, no lugar de ajudar, só conseguem deixar a mãe imensamente culpada, achando que faz tudo errado e que é uma insensível por não se sentir exatamente como a autora descreve.

Alguns exemplos:

1. "Não é o berço que tem espinhos. É seu colo que tem amor".
2. "Não podemos perder esse tempo precioso que é ter nossos bebês na cama conosco. O tempo passa rápido demais e logo, estaremos morrendo de saudades desses momentos que foram perdidos".
3. "Um sorriso é suficiente para apagar todo o cansaço de uma noite em claro".
4. "Amamentar é a maior prova de amor que você dá para o seu bebê".
5. "Bebê precisa de colo. Ele esteve colado na mãe por 9 meses e sente falta do calor, do cheiro, do aconchego".
6. "É tanto amor no coração, que tiramos forças e paciência de onde nem sabíamos que tínhamos"

Mas o que há de errado nessas frases tão lindas e especiais? Simples: cada mãe é única, porque cada pessoa é única. Vou reescrever cada uma como eu gostaria que essas frases fossem escritas:

1. "De nada adianta ficar com a criança no colo o dia inteiro se isso torna a vida da mãe insuportável e desgastante. Se o colo ininterrupto não combina com o seu estilo de vida, vamos ver algo que agrade a toda a família".

2. "Sim, o tempo passa muito rápido, mas se vocês não conseguem dormir quando a criança está junto na cama, só vão se desgastar. Existe inúmeras maneiras de aproveitar o tempo com os pequenos além da cama compartilhada".

3. "Nem sempre um sorriso é suficiente pra acabar com o seu cansaço e mau-humor depois de uma noite em claro. E não há nada de errado em se sentir assim".

4. "A maternidade envolve infinitamente mais do que o leite. Prova de amor é totalmente diferente de amamentação e quem não conseguiu ou não pôde amamentar, não tem motivo nenhum pra se sentir mal".

5. "Bebê precisar de colo não tem nenhuma relação com 24h de colo. A mãe ama seu bebê, mas também precisa comer, dormir, tomar banho, cuidar da casa, etc.

6. "Mesmo com todo o amor do universo em nosso coração, nem sempre teremos força e paciência com os pequenos".

Eu sei que a intenção dessas autoras é boa, mas acho que falta empatia, solidariedade, cuidado com as palavras. Acho que falta a sabedoria de pensar que as mães que estão lendo aquilo não são todas feitas em uma linha de produção, idênticas entre si. Cada uma tem a sua história, o seu limite, as suas escolhas.